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Mostrando postagens de Novembro, 2011

Um Lugar Qualquer, Sofia Coppola

Ter um nome famoso pode funcionar como uma senha de acesso, mas se ele não vier acompanhado de talento não se sustenta. Sofia Coppola tem realizado filmes excepcionais, de cunho existencial, com personagens femininas densas, aproximando-a do campo de visão feminista, mas também masculinas o que não a afasta dessa visão política por trazer personagens desempoderados, em crise sobre o seu papel social. Coppola estreou com o longa As Virgens Suicidas, lançado em 1999, esgotado no fornecedor, e na sequência Encontros e Desencontros, de 2003, Maria Antonieta, de 2006 e Um Lugar Qualquer, de 2010.
O mais recente conta a história de um ator de sucesso afetado por um vazio e imensa solidão apesar de sua popularidade e das pessoas que o cercam. A sua vida vê-se modificar quando a mãe de sua filha resolve deixar a adolescente de 12 anos com ele, alterando os seus hábitos que iam desde a mais completa inércia – cenas em que a câmera fixa por alguns minutos o personagem sentado no sofá, estático …

Reidy - A Construção de uma Utopia, de Ana Maria Magalhães

Ana Maria Magalhães sempre foi bastante conhecida como atriz de cinema e de televisão, atuando em telenovelas, como Saramandaia e Gabriela, e em filmes nacionais, a exemplo de Como era Gostoso o meu Francês e Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia. 
Uma outra face de Ana Maria Magalhães é a de diretora de documentários e o primeiro deles foi um média-metragem intitulado Mulheres de cinema, de1978. Na sequência, a diretora ainda realizou Assaltaram a Gramática (1983), um curta metragem.
O documentário de 2010, Reidy - a construção de uma utopia, é sobre o arquiteto francês radicado no Brasil responsável pelo projeto arquitetônico do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Trata-se de um filme que visa resgatar, dar visibilidade, a um dos profissionais que contribuiu para a construção de uma reforma paisagística moderna da cidade do Rio de Janeiro.

O gênero documentário tem sido utilizado pelas mulheres com bastante ocorrência, a exemplo de Waldick, sempre no meu coração, de Patrícia Pill…

O AMOR NÃO TEM FIM, JULIE GRAVAS

"Quando se tem um pai como o meu, e com o que herdei dele, percebi que quero fazer filmes sobre temas importantes, mas não do jeito que ele faz. Acho que usar o humor e a leveza foi o que encontrei como um jeito meu de falar sobre esses assuntos. Às vezes fazer alguém rir pode ser mais importante do que dar uma aula." (Julie Gravas, em entrevista ao Último Segundo, em 26/10/2011)


Julie Gravas é uma diretora francesa que nasceu em um ambiente que respirava cinema. Filha do diretor grego Costa Gravas, Julie já dirigiu A Culpa é do Fidel (La Fault à Fidel, 2006), seu primeiro filme, que narra a história de uma menina que viveu as transformações sociais e políticas dos anos 70 dentro da própria família, quando um tio comunista é preso. 
Amor não tem Fim (Late Bloomers, 2011), filme protagonizado por Isabella Rosselini e William Hurt, narra a história de um casal que vivem a crise da terceira idade. A diretora trata de um tema que vem sendo  abordado no cinema pelas mulheres na dir…

BILLY CRYSTAL VOLTA A APRESENTAR O OSCAR

As pessoas da minha geração, que acompanharam a premiação do Oscar, acostumaram-se a ver o ator BIlly Crystal nos anos de 1990, 1991, 1992, 1993, 1997, 1998, 2000 e 2004 apresentando  a cerimônia do Oscar. Crystal tornou-se o próprio Oscar, metáfora que ele mesmo construiria quando se posicionou de braços cruzados entre duas estatuetas gigantes, imitando-as.  
Soube hoje que em 2012, no dia 26 de fevereiro, o ator voltará a pisar o palco do Teatro Kodak depois do afastamento de Eddie Murphy em razão da saída de Brett Ratner, produtor do Oscar 2012.  
Confesso que fiquei feliz em poder rever Crystal na cerimônica do Oscar, pois assisti a todas as premiações apresentadas por ele e foi estranho ver outra pessoa nos anos seguintes.
Porém, é bom destacar que nem sempre um comediante ou comediante consegue se sair bem em uma apresentação do Oscar, como aconteceu com Steve Martin que estava irreconhecível em 2010 com Baldwin.
Uma das cenas mais marcantes de Crystal na noite do Oscar foi quando,…