Pular para o conteúdo principal

CURSO DE EXTENSÃO CINEMA E MULHER - 1ª turma


A professora Lúcia Leiro, coordenadora do projeto, com as(os) cursistas. O grupo esteve junto durante 08 (sábados) entre os meses de julho, agosto e setembro, debatendo sobre a mulher no cinema.


As cursistas com a monitora Rafaela Gomes ao centro.

A foto de garantia. É sempre bom tirar mais uma.




Rafaela Gomes, monitora do curso, muito atenciosa e responsável. Na foto, ela mostra o seu trabalho de sistematização da entrevista que ela aplicou no início do curso.

Em breve, mais registros fotográficos.

Caso queiram comentar mais sobre os encontros, é só postar. 










Ao final do curso, foram sorteados seis DVDs originais de alguns filmes projetados durante os encontros e outros não exibidos, mas que eram dirigidos por mulheres. Em breve, mostraremos o vídeo.

Em outubro tem mais! Obrigada a todas(os) participantes!

Esperamos ter proporcionado um espaço prazeroso de aprendizagem e de conhecimento. O cinema nos ensina muito, pois nos coloca em contato com uma linguagem específica e, também, com culturas diferentes, como nos filmes A Encantadora de Baleias, sobre o rito de iniciação do líder entre o povo maori, da Nova Zelândia, negado às mulheres, e em Rio da Lua, de Deepa Mehta, sobre as viúvas da Índia, mostrando o ciclo de exclusão das mulheres viúvas sustentado pela Lei secular

Nos filmes dirigidos por mulheres, há uma forma de dizer que nos leva a pensar nas maneira dos gêneros sociais se constituirem na cultura, mostrando o conflito das mulheres em diferentes países, as formas de elas sobreviverem e como os ritos as trazem em situações humilhantes e de extrema exclusão, tudo isso dito em linguagem cinematográfica - com movimento de câmera, com angulação e planificação - e reforçados por outras técnicas  - a montagem, a iluminação, a  fotografia - e linguagens - a música, as artes plásticas, a dança, entre outras.

Voltaremos a falar dessas questões no II Curso de Extensão Cinema e Mulher com os filmes brasileiros e, se der, latino-americanos, dirigidos e, preferencialmente, roteirizados por mulheres.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

RECÉM-NASCIDOS NO CINEMA

Sinal dos tempos.
Recentemente fui assistir ao filme de animação Rio, no Shopping Salvador Norte, e me deparei com uma cena absurda: um bebê recém-nascido dentro da sala de exibição. Como se não bastasse o carrinho de pipoca e outras guloseimas dentro da sala e das bandejas repletas de frituras, exalando óleo requentado por todo o espaço, temos agora mais esta.
Durante a projeção do filme, o bebê chorava compulsivamente, forçando os espectadores a pedirem constantemente silêncio. Fico me perguntando o que leva os pais a cometerem tamanha tentantiva infanticida, submetendo o seu próprio filho a uma sala extremamente fria, ensurdecedora e repleta de ácaros e outros microorganismos prontos para atacarem o corpo frágil e indefeso do bebê. Imagino que os pais deveriam zelar pelo bem-estar dos seus filhos, serem responsáveis pela sua saúde e não o inverso. Fico me perguntando ainda o que levaria o empresariado a acobertar tal malefício, em nome de uns míseros “reais”.

Trata-se, a meu ver, de …

VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES NOS FILMES

Uma mulher casada ou solteira é submetida a maus tratos pelo marido ou amante. Esta ideia já serviu de roteiro para vários filmes e a postagem aqui seria longa se analisássemos cada um deles. Alguns destes filmes foram dirigidos por homens, outros por mulheres, mas o importante é que o tema tem sido bastante filmado ao longo dos séculos. O que isso significa?
No dia 08 de março, o mundo se volta às questões da violência contra a mulher, não que em outros dias esta situação não seja acompanhada com intervenção de entidades e de pessoas, mas neste dia formou-se uma rede de ações que dão visibilidade a um problema sério no tecido social. Um problema que adoece a sociedade, transformando os homens em criminosos e as mulheres em cadáver.
A sociedade tem sido a mortalha para muitas mulheres.
Os filmes que tratam da violência contra a mulher são em geral ambientados no espaço domiciliar, com maridos violentos que buscam a todo custo submeter às mulheres a maus tratos físicos e psicológicos. …

As Ladies Marian em duas versões de Robin Hood

Mesmo quando o filme traz um homem na figura central da trama, não deixo de observar como as mulheres são vistas pelos seus roteiristas e diretores.
Uma personagem instigante é Lady Marian que aparece nos filmes como par romântico de Robin Hood. A literatura mostra que nem sempre foi constante a forma de representar esta personagem e isto pode ser perceptível quando tomamos dois filmes recentes sobre o legendário arqueiro. Uma das versões é a de Kevin Reynolds (1991) Robin Hood, o Príncipe dos Ladrões (Robin Hood, Prince of Thieves) que traz  Mary Elizabeth Mastrantonio como a atriz que desempenha o papel de Lady Marion. A sua primeira aparição no filme já mostra um conflito de gênero quando luta com Robin Hood (Kevin Costner) inicialmente com a espada e depois no corpo-a-corpo, quando é vencida. Neste momento, ela está usando uma armadura preta. Com a presença de Robin Hood, Lady Marion vai perdendo este ar mais agressivo e tornando-se dependente da proteção dele. Robin já havia prome…