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BRILHOS DE UMA PAIXÃO, DE JANE CAMPION

Já está em exibição o esperado filme de Jane Campion. A diretora neozelandesa teve seu último trabalho com In the Cut (Em Carne Viva, no Brasil), 2003, com Meg Ryan e Mark Ruffalo nos papéis principais. Trata-se da história de uma professora que mora no bairro onde a personagem de Ruffalo, um detetive, vai investigar um assassinato. Este filme é baseado no romance de Susana Moore (quem assina o argumento) e produzido por Nicole Kidman e Laurie Parker. Parker foi também assistente de direção neste filme.

O filme Bright Star ou Brilhos de uma Paixão, no Brasil, lançado no ano passado, chegou à telas brasileiras. As sinopses nos informam que se trata dos três útimos anos de vida do poeta inglês John Keats, que morre de tuberculose aos 25 anos de idade, e que se envolve com uma jovem chamada Fanny Brawne. No entanto, sabemos que as sinopses funcionam como "chamariz" e, por conta deste propósito, acabam resumindo tudo a uma história de amor. Com esta desconfiança, prefiro assistir primeiro e  a partir daí observar se existe mais alguma coisa além de uma história de amor que, como sabemos, vem enriquecendo não apenas o imaginário, mas a indústria cinematográfica.

De qualquer sorte, vale a pena  conferir pelos excelentes trabalhos anteriores dirigidos por Jane Campion, principalmente O Piano. Aliás, Campion tem sido excelente não apenas dirigindo filmes ambientados em outros momentos históricos, principalmente o século XIX, mas por filmar experiências de mulheres pouco conhecidas, como a da escritora neozelandesa, Janet Frame, no filme Um Anjo em Minha Mesa (An Angel at my Table), de 1990.   

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