domingo, 23 de outubro de 2011

RELAÇÃO DE NOMES – TCCEX

Cursistas que fizeram o TCCEX (que garante o certificado) do Curso de Extensão Cinema e Mulher.

Adilson Carvalho Lordêlo
Ariana S. Fernando de Oliveira
Celma Nobre
Cláudia Marchi
Cristina Araújo G. Machado
Dalina de Souza
Elenísia Santos Santana
Fernando Morais Figueiredo
Jaqueline Santos
Josenice Carvalho da Anunciação
Leila Ramos
Lilian Meneses
Milena Cerqueira
Najla Gama Passos Silva
Patrícia Miranda
Rosangela Maria Góes Lima
Simone Jesus dos Santos
Thais das Neves Portela
Tiane Melo dos Anjos


Lúcia Leiro
Coordenadora e ministrante do curso

Obs.: os textos já foram apreciados e se encontram no NETI

INSCRIÇÕES CURSO DE EXTENSÃO CINEMA E MULHER

As inscrições para o II Curso de Extensão Cinema e Mulher encontram-se abertas a partir desta segunda-feira no Núcleo de Pesquisa e Extensão da UNEB/Campus I, Departamento de Educação. Nesta versão, focaremos nas diretoras brasileiras.

Início do curso: 29 de outubro de 2011.

O material de leitura será enviado para o e-mail do cursista (em razão dos sumiços de textos na fotocopiadora)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

CURSOS DE EXTENSÃO

Encontram-se abertas as inscrições para os cursos:


1. II Curso Cinema e Mulher (20h)
2. Literatura Infantil e Juvenil (20h)
3. Inglês para crianças (para estudantes de Pedagogia) (20h)


Local de Inscrição: NUPE/ Departamento de Educação - Universidade do Estado da Bahia


Telefone: 3117-2200 (Sra. Maria José)


Valor da inscrição: gratuito.


Certificação para quem obtiver 75% de frequência.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A DAMA DE FERRO, 2011

Phillida Loyd, a diretora
Phllida Loyd depois de dirigir o musical Mamma Mia, 2008,  um tributo cinematográfico ao conjunto musical pop dos anos 80, ABBA, lançará em dezembro deste ano (dia 16 nos EUA) A Dama de Ferro (Iron Lady, 2011), um filme diferente, do gênero drama, estrelado por Meryl Streep, também protagonista do musical.

Streep vai interpretar mais um papel marcante em sua carreira, ao performatizar a Primeira Ministra Britânica Margareth Tatcher, conhecida como A Dama de Ferro. O filme, segundo alguns sites especializados, parece focalizar mais os impactos do poder na vida pessoal de Tatcher, mostrando o alto preço que uma mulher paga por ocupar um cargo político e, em seu caso específico, por ser a primeira a fazer isso na Inglaterra. De qualquer sorte, trazer para as telas a figura de Tatcher será um interessante exercício do olhar sobre uma das mais polêmicas figuras da política mundial.

Com as mudanças no cenário político na história recente, em que as mulheres chegam aos mais altos postos dos cargos administrativos públicos, a ficcionalização pode estar muito mais próximo da realidade do que imaginamos. Se Tatcher era um caso isolado no final do século XX, no século XXI, apesar de constatar o número inexpressivo de mulheres na política e no governo, invocar A Dama de Feero nos faz pensar sobre este lugar de poder e no seu exercício. Nos faz pensar na política de antes e de hoje e na participação das mulheres nesta esfera.    

Tatcher esteve à frente da política britânica entre 1979 e 1990.
Meryl Streep em A Dama de Ferro








quinta-feira, 29 de setembro de 2011

CURTAS DIRIGIDOS POR MULHERES -UNIBANCO

Desde sábado passado que o meu horário das 19h ganhou novo sentido. A minha ida a sala 4 do Unibanco cumpriu um rito que há muito tempo não experimentava: ir ao cinema para assistir a um filme, sem o desconforto de celulares acesos, conversinhas paralelas e cheiro insuportável de fritura. Além disso, na segunda-feira, ganhei um bônus especial: fiquei sozinha na sala durante toda a projeção (apenas estavam presentes dois membros da organização do evento).

Os filmes foram dirigidos por mulheres e fizeram parte da Mostra de Curtas de São Paulo, uns deles com viés mais feminista, outros nem tanto. Entre os temas, destaco as relações de gênero, incluindo violência contra as mulheres em diferentes espaços da sociedade, a violência contra a criança, principalmente nos espaços familiares; a pobreza vivida por crianças, adolescentes e adultos em áreas urbanas e rurais; a masculinidade e seus ritos de iniciação, enfim, temas que fazem parte do cotidiano das pessoas que vivem no Brasil, realidades que, mesmo não estando à nossa volta, fazem parte desse território. Outras cenas, corriqueiras para alguns, ganham contornos ora dramáticos ora engraçados que nos fazem pensar nas maneiras das pessoas se socializarem e se sentirem importantes.

Os curtas apresentados nos convidam para uma incursão estética e temática que somente o cinema nos proporciona, com a sua avalanche de imagens, sons e de movimentos que ora nos envolve e ora nos faz pensar.

E, por tudo isso, tenho o prazer de dizer: viva o cinema dirigido por mulheres!  

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Cecília Amado na UNEB

Cecília Amado, diretora do filme Capitães da Areia, uma adaptação da obra homônima de Jorge Amado, de quem é neta, estará na UNEB para um debate sobre seu filme, previsto para estrear no dia 14 de outubro em circuito nacional.

O encontro com a diretora será no dia 28/09, às 17h, no Teatro da Uneb.


Maiores informações: http://www.uneb.br/2011/09/26/capitaes-da-areia-debate-aborda-filme-inspirado-na-obra-de-jorge-amado/

sábado, 24 de setembro de 2011

CINEMA E MULHER NO ESPAÇO UNIBANCO

Os filmes de hoje tiveram como tema a violência contra a mulher.

O filme de Jacco, dirigido por Daan Bakker, de produção holandesa, de 2009, é um curta de 17 minutos. Trata da história de um menino que narra como se estivesse produzindo um filme - narrando e editando. O que vemos são os efeitos do recurso, já que em nenhum momento vemos ele portar uma câmera. O curta por meio da linguagem cinematográfica e por meio da metalinguagem mostra como uma criança interage com o mundo, selecionando, recortando, inserindo falas, transformando a realidade. A exemplo de uma cena em que duas meninas aparecem recostadas em suas duas motos e que não dão a mínima atenção para o personagem, no entanto, ele inverte a realidade dizendo que estão super interessadas nele.  

O curta  mostra, sobretudo, a visão de um menino a partir dos problemas familiares, de um pai viciado em jogo e a mãe que, mesmo infeliz, não consegue sair da situação em que se encontra. O pai chega a vender objetos da casa para dar conta do vício. Esta cena é muito criativa, já que, sem referências linguísticas, setas desenhadas apontam para o objeto que será vendido, dando um tom trágico-cômico ao evento, próprio da visão de uma criança que, mesmo em situações dramáticas, contra espaço para criar, inserir o seu olhar. Outro momento de criação, dá-se quando durante uma briga dos pais, ele reinventa falas elogiosas sobre as agressões, dublando-as, mostrando um mecanismo de defesa.  

Já a sequência intitulada Luchadoras, dirigido por Benet Román, cuja produção é mexicana e espanhola, tem duração de 13 minutos, também de 2009. É um filme cuja história se passa na Cidade do México e que, numa forma de documentário, com personagens mulheres que falam de suas experiências e expectativas em relação à vida. Entremeando com dados estatisticos deprimentes em relação à mulher, o curta traz temas como o analfabetismo, a pobreza, a baixa remuneração, o machismo, a exclusão da vida política, entre outros aspectos. Mas, também, mostra mulheres que conseguiram alçar vôos e que sinalizam para possibilidades de mudanças.


Outro curta intitulado Homem Furioso, de 2009, foi dirigido por Anita Killi, da Noruega, com duração de 20 minutos. Trata de um menino que convive com os pais em extrema em situação de violência. É uma animação que mostra um pai descontrolado e que deixa vir à tona um monstro, visualmente mostrado ao espectador na forma de uma sombra preta que toma conta de todo o corpo do homem. A esposa é representada de maneira resignada, mas o menino, cansado de ver as cenas diariamente, pede ajuda ao Rei, escrevendo-lhe uma carta, que é entregue por um cachorro. No entanto, antes de se decidir se escreveria ou não, a essa hesitação, os passarinhos começam a pedir que ele conte. O rei bate à porta da casa do menino e leva o pai para um espaço de recuperação. Esta hesitação do menino mostra a dificuldade da criança denunciar a violência doméstica. Neste sentido, a violência contra a mulher é deslocada para a violência contra a criança, já que a mulher só aparece no início e a agressão não é vista, mas ouvida pela criança, que está em seu quarto presenciando as ações. É do seu ponto de vista que a narrativa transcorre e não da mãe.


O filme A noivinha, 2010, foi dirigido por Leslaw Dobrucki e é uma produção polonesa de 14 minutos de duração. Narra a difícil história de mulheres turcas que muito jovens são forçadas a se casarem em nome dos costumes. O curta enfoca a situação de extrema violência das mulheres que são agredidas de diferentes maneiras. As mulheres quando se divorciam, por meio da fuga, vivem às escondidas ou são mortas. A personagem do filme consegue fugir e ser adotada por uma família, mas mesmo assim é tida como fugida pela família do noivo que não cessa de persegui-la.

Por fim, A ordem das coisas, de César Esteban Alenda e José Esteban Alenda, uma produção espanhola de 2010 com 19 minutos. O filme mostra uma personagem feminina, Julia, que não sai da banheira. Todo o filme se passa neste espaço e é construído a partir da busca do marido pelo cinto, que pertencera a seu pai e avô. A ênfase no histórico cinto leva o espectador a relacionar a violência a uma estrutura secular fruto do patriarcado. O espectador se depara constantemente  com o som cadenciado da gota d'água, distorcida pelo seu eco, que metaforiza a vida da protagonista que se esvai. O filho, quando criança, descobre que o cinto fica escondido na banheira, e quando percebe o que ele representa, já jovem, foge de casa, por não suportar ver as marcas da violência no corpo da mãe, porém desde cedo era incitado a procurar o cinto juntamente com o pai. No entanto, ao perceber que o pai não cumprira a promessa de consertar o avião que havia escapulido da mão enquanto omitia o paradeiro do cinto, vê que todo o discurso do pai é falacioso. Os familiares que visitam em um dado momento culpabilizam a mulher pela situação, encorajando-a a colaborar e devolver o cinto.

Vale ressaltar que todos os personagens envelhecem, menos a mulher. No final, a água da banheira transborda e neste ínterim a mulher retira a aliança e emerge no meio do mar. Na sequência, ela aparece apenas metonimicamente por meio do plano em detalhe dos pés e as pegadas na areia, e, em seguida, no plano geral, quando ao longe ela aperece andando.

A câmera desloca o foco para a beira da praia onde várias banheiras dispostas paralelamente com os cintos.

FILMES DE TEMÁTICA NATALINA

Enfim, de volta! Depois de anos de ausência, agora já aposentada, resolvi retomar a escrita e os blogs. Hábito do ofício. Ultimamente tenho ...